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5 de abril de 2013

Homenagem especial do Jubileu Sebastianense: Gildete Alcântara Rocha


D. Gildete Alcântara Rocha (20/07/1923 – 22/04/2008)

Se você tivesse que compor o hino de um novo município, o que você faria? Já pensou se tivesse esse desafio? Dona Gildete Alcântara Rocha teve.
Procuramos uma de suas filhas, Gildete Alcântara Rocha Filha, conhecida como Gildetinha e também professora que nos contou um pouco sobre sua mãe.

Gildetinha, filha da Dona Gildete
Folha Sebastianense: Como nasceu o amor de sua mãe por Sebastião Laranjeiras?
Gildetinha: Primeiro, ela veio de Salvador com 16 anos para Palmas de Monte Alto, a convite do então chefe político Dr. Valdemar Moura e algum tempo depois, Sebastião Rocha (Tião Rocha) pediu uma professora formada para esta região e o Dr. Waldemar a mandou para Sebastião Laranjeiras.

Dona Gildete ao lado do Sr. Tião Rocha
Folha Sebastianense: Como ela compôs o hino, o que ela contava sobre esse feito?
Gildetinha: Ela contava que na época da emancipação, precisava de um hino. Aí ela saiu buscando algo para se basear, ela só via ruas de areia, casas de sapê, mulheres pegando água no rio que hoje nem existe mais, só quando chove. E havia muitos canaviais, por isso aquela estrofe: “Ornadas pelas lavouras, Dos grandes canaviais, De campinas verdejantes, No Brasil não tem iguais. Ela era maravilhada com a paisagem daqui e a última estrofe seu desejo que era ver aqui crescer pois na época era muito pequeno mesmo.

Dona Gildete nasceu dia 20/07/1923 e faleceu dia 22/04/2008, foi professora e lecionava no Prédio Velho e hoje em Sebastião Laranjeiras tem uma escola municipal com seu nome. Em Palmas de Monte Alto também.
Prédio Velho

Ela tem da Câmara de Vereadores de Palmas de Monte Alto o título de cidadã Montealtense, homenagem concedida no sesquicentenário (150 anos) daquele município.
Cidadã Montealtense
Gildetinha contou também que ela tem um título de cidadã sebastianense concedido pela Câmara municipal de Sebastião laranjeiras, no mandato do prefeito Luís Rodrigues Monção e o presidente da câmara de vereadores era Geraldo Camargo Magalhães.


Ouça o hino de Sebastião Laranjeiras!

22 de setembro de 2010

Estiagem causa prejuízo aos produtores do Projeto Estreito

Antonio Liandro dos Santos, presidente do Conselho de Administração do DIPE em frente ao seu lote na EMSA, enfrenta problemas para manter seu lote irrigado devido à falta de água nas barragens e também à estiagem.


A falta da chuva provoca muito prejuízo a todos em vários aspectos porém, para os produtores do Projeto Estreito que necessitam de água das barragens Cova da Mandioca e a Barragem do Estreito para a irrigação da lavoura a situação está muito preocupante e muito dessa situação foi contada pelo presidente do conselho de administração do DIPE (Distrito de irrigação do Projeto Estreito) Sr. Antonio Liandro dos Santos.
Para o seu conhecimento, a capacidade total do projeto é de 5.000 Ha mas a área irrigada é de 3.000 Ha e ocupa o território dos municípios de Urandi (BA) com os Núcleos I e II e Sebastião Laranjeiras (BA) com o Núcleo III e a EMSA além das Gabrielas que também é dividido entre os dois municípios sendo que a maior parte está em Sebastião Laranjeiras.
O racionamento da água já acontece há três anos para os produtores da ENSA que irrigavam dia sim / dia não. No ano passado não houve volume suficiente de chuvas para acumular água nas barragens e os Núcleos I e II que vinham até então irrigando normalmente também entraram no racionamento devido o baixo volume da barragem do estreito. Atualmente as 16 horas semanais de água (Dois dias na semana com oito horas cada) é suficiente apenas para manter a lavoura viva e insuficiente para produção.
Basta um rápido passeio dentro do Projeto que você perceberá vários lotes abandonados ou onde os produtores já cortaram as bananeiras para preparar o terreno para uma outra cultura ou mesmo já abandonaram o lote e ainda percebe-se que não há produção de frutos.
A barragem Cova da Mandioca tem capacidade para 125 milhões de m³ de água atualmente tem apenas aproximadamente 5 milhões de m³, ou seja, 4% da capacidade total e as bombas conseguem puxar mais um mês, depois só ficará lama.
O DIPE é uma associação dos produtores e administra o Projeto e atua junto à CODEVASF que administra as barragens e é para onde vão os principais pedidos dos produtores do DIPE, entre eles:

  • Patrocínio para as contas de água (concedido);
  • Bolsa assistência para as famílias (Ainda não concedido);
  • Intervir junto ao Banco do Nordeste para haver negociação para investimentos (Ainda não concedido);
  • Indenização por perda de safra (Ainda não concedido);
  • Facilitação para o pagamento das parcelas dos lotes (Ainda não concedido).


Também já foram efetuadas reuniões com os prefeitos de Urandi (BA), Sebastião Laranjeiras (BA) e Espinosa (MG) onde foi mostrada a situação ao qual vive o Projeto hoje e para que eles intervenham para ajudá-los.
O principal produto produzido é a banana que ocupa de 95% a 98% do total e o principal destino é o Rio de Janeiro, se bem que já foi para São Paulo, Minas Gerais além de Salvador na própria Bahia.  “Apesar de ainda não ter uma marca registrada do projeto como a Banana Janaúba, que é uma marca registrada, eles, de Janaúba (MG) põem o selo deles em nosso produto e negociam como se fosse deles, o que comprova a excelente qualidade de nossa banana com boa cor e sabor”, disse Antonio Liandro.
Os produtores estão aguardando a chuva e esperam dia-a-dia por isso. São 570 famílias assentadas e já chegou a gerar, no auge, aproximadamente 3.000 empregos e como o sistema é irrigado, não há outra solução senão aguardar pacientemente pelas chuvas e também pela ação dos governantes, pois o Projeto é grande colaborador nos rendimentos dos municípios e se o Projeto estiver fraco todos perdem.

Você pode conhecer mais do Projeto Estreito acessando o site do DIPE:
http://www.dipe.com.br

e da CODEVASF:
http://www.codevasf.gov.br

9 de agosto de 2010

Entrevista do mês (Julho / 2010)



O censo demográfico é uma pesquisa sobre a população que possibilita a recolha de várias informações, tais como o número de habitantes, o número de homens, mulheres, crianças e idosos, onde e como vivem as pessoas e o trabalho que realizam, entre outras coisas. Esse estudo é realizado normalmente a cada dez anos na maioria dos países.
Os chineses e romanos elaboraram os primeiros censos conhecidos. A finalidade deste trabalho na época era militar e fiscal.
No Brasil, o responsável pelos censos é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), desde 1936, quando o instituto foi criado, realizando em média a cada dez anos o Censo Demográfico. O primeiro censo foi realizado no ano de 1872, seguido pelos de 1890, 1900 e 1920 e assim por diante e chegamos ao de 2010.
Procuramos o Posto de coleta localizado em nosso município para obter mais informações e conversamos com Alex Pardim, coordenador.

FOLHA SEBASTIANENSE: Qual a importância do censo para Sebastião Laranjeiras e para o Brasil em geral?
ALEX: O censo é feito com o objetivo de conhecer melhor o Brasil e saber como as pessoas vivem e planejar investimentos.

FS: O Censo começou quando e vai até que data?
ALEX: Começou oficialmente no dia 1° de agosto e vai até o final de outubro.

FS: Como identificar corretamente um recenseador?
ALEX: Os recenseadores estão trajados com um colete azul com crachá e boné e portam um computador de mão azul.

FS: Qual a importância das pessoas dizerem os dados corretos e esses dados são disponíveis para consultas por terceiros?
ALEX: É de suma importância a veracidade das informações, pois com esses dados o governo planeja distribuição de recursos para construção de estradas, hospitais, escolas e outros e os mesmos dados são sigilosos, o recenseador é orientado a não conversar sobre isso nem com o cônjuge e no momento que eles entregam no posto de coleta, os mesmos são criptografados ficando apenas o que interessa que são, por exemplo: Sexo, idade, onde e como vivem dos entrevistados não sendo mais possível identificar um entrevistado se quer.

FS: Todas as casas serão visitadas? Caso não passem em determinada residência, como proceder?
ALEX: Sim, não poderá ficar nenhuma de fora e caso alguém perceba que o recenseador passou na região, entrevistou o vizinho e não procurou por algum motivo, procure o centro de coleta no centro de Sebastião Laranjeiras

FS: De quanto em quanto tempo é realizado o censo?
ALEX: O censo é realizado de 10 em 10 anos. Há 03 anos tivemos a contagem da população e o censo agropecuário. Porém, nesse censo 2010 vamos revelar como vive o brasileiro, o tamanho das casas, o movimento migratório e características gerais da população. Como um censo desse porte gera muitos custos, a partir desse censo, o IBGE utilizará uma técnica chamada TAXA DE AMOSTRAGEM e um novo censo com essas características está previsto somente daqui a 50 anos. Por isso a importância das informações serem de forma correta pois repercutirão em nosso município por 50 anos.

Recenseadora visita uma moradora no Povoado dos Campos

17 de julho de 2010

Entrevista do mês (Junho / 2010)


Nesta oportunidade, procuramos o Conselho Tutelar, um órgão à serviço da comunidade e que nos recebeu muitíssimo bem e nos explicou um pouco a rotina, as funções e as dificuldades de seu trabalho.

FOLHA SEBASTIANENSE: O que é o Conselho Tutelar e para que serve?
CONSELHO TUTELAR: O Conselho tutelar é um órgão autônomo, que sobrevive com repasses federais através do município, mas é subordinado ao poder judiciário (Ministério Público e Juizado) e atua na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.

FS: Quais os direitos da criança e adolescente são mais transgredidos em Sebastião Laranjeiras?
CT: Pelas estatísticas, as maiores ocorrências registradas por nós aqui do Conselho são maus tratos (espancamentos) sofridos por crianças de padastros / madastras. Outra ocorrência freqüente é a falta de pagamento de pensão alimentícia e uma situação que enfrentávamos era o preconceito em relação algumas crianças e adolescentes.

FS: Em relação à assiduidade das crianças e adolescentes nas escolas, pode ser reclamado com vocês?
CT: Sim, e segundo o estatuto da criança e do adolescente (ECA) estabelece que os estabelecimentos de ensino são obrigados a comunicar o Conselho Tutelar casos de evasão, baixo aproveitamento e baixa freqüência às aulas para que vejamos as causas.

FS: Quem pode ser Conselho Tutelar?
CT: O Conselho é composto por cinco membros que são eleitos de forma secreta e direta pela população com mandato de três anos. Os candidatos devem ter idoneidade moral, serem maiores de 21 anos e podem concorrer a uma reeleição e não pode ter no Conselho, cônjuges e irmãos no mesmo mandato. 

FS: Quem são os conselheiros tutelares de Sebastião Laranjeiras?
CT: Neste mandato, compõe o Conselho Cícero da Cruz Silva;Jandiney de Freitas; Julio Neto Marques Pereira; Vanusia Santos de Oliveira e Eunélia Aparecida Pereira dos Santos.

Cícero, Jandiney, Julio Neto, Vanusia e Eunélia.
Conselheiros Tutelares de Sebastião Laranjeiras / BA

O Conselho Tutelar de Sebastião Laranjeiras está localizado na Rua Sete de Setembro, em frente ao Posto Laranjeira e próximo à New Sat.

15 de junho de 2010

Entrevista do mês (Maio / 2010)


A Pastoral da Criança é um organismo da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e tem como objetivo o desenvolvimento integral das crianças e promove, em função delas, também suas famílias e comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político. Em Sebastião Laranjeiras também tem Pastoral da Criança e procuramos a Coordenadora Paroquial Emília Bento dos Santos, 43 anos para conhecer melhor o trabalho desenvolvido por eles.

FOLHA SEBASTIANENSE: O que é a Pastoral da Criança?
EMILIA BENTO DOS SANTOS: É uma instituição que acompanha a família e em especial a criança de 0 a 6 anos e gestantes quanto ao pré-natal até o parto.

FS: Como é a organização?
EB: Todo mês é realizada a visita à família onde há algumas perguntas: Como está, se há agressão, cuidados com as crianças e proteção. Todo último domingo do mês faz a pesagem da criança e é analisado para identificar casos de desnutrição e caso positivo, o tratamento.

FS: Como é o tratamento da desnutrição pela Pastoral?
EB: É com uma mistura de vários ingredientes como: Folha de mandioca, entrecasca da raiz de mandioca, sementes de abóbora e melancia, gergelim, amendoim, castanha, farelo de arroz ou fubá de milho.

FS: Além da coordenadora, quais as outras funções na Pastoral?
EB: Há também as líderes que fazem o trabalho em cada comunidade. Fazem trabalho voluntário.

FS: A Pastoral cobre todo o município de Sebastião Laranjeiras?
EB: Não. Alguns povoados como o de Piranhas, Barra da Lagoa do Buqueirão e os núcleos ainda não participam. Falta voluntários para assumir essas regiões.

FS: Além desse projeto de controle da desnutrição, há outros de acompanhamento da Pastoral?
EB: Sim, o EJA e o movimento do idoso para alfabetização. Há também projetos de criar um programa de rádio, o viva vida e o sonho de construir a sede própria.

A sede da Pastoral é no salão paroquial, no fundo da igreja católica de Sebastião Laranjeiras.

10 de maio de 2010

Entrevista do mês (Abril / 2010)



O dia 1° de maio é feriado no Brasil e em muitos outros países onde se “comemora” o dia do trabalho, mas a origem desta data remonta do ano de 1886 na cidade de Chicago nos Estados Unidos onde milhares de trabalhadores reivindicaram melhores condições de trabalho, entre elas a redução na jornada de trabalho e depois de conflitos com a polícia houve a morte de alguns dos trabalhadores e em 20 de junho se instituiu a data a ser lembrada todos os anos. No Brasil, é oficial desde 1925 e esta data foi escolhida pelo então presidente Getulio Vargas para o lançamento do salário mínimo em 1940 e em 1941 se criou a justiça do trabalho.
Para lembrar essa data e aproveitando que a Previdência Social está cadastrando os trabalhadores rurais para ter um melhor controle e facilitar a aposentadoria desta classe, procuramos o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sebastião Laranjeiras, na pessoa do seu presidente, o Sr. ANTONIO BRITO para obtermos melhores informações sobre o cadastro.

FOLHA SEBASTIANENSE: Qual o objetivo do Cadastro do Trabalhador rural na Previdência Social?
ANTONIO BRITO: A previdência está cadastrando para facilitar a concessão de aposentadorias e também os outros seguros do INSS como o Salário maternidade, auxilio doença e outros, quando “puxar” no sistema, o trabalhador sendo cadastrado será logo atendido. Caso não haver registro, o mesmo deverá providenciar o mesmo.

FS: Quem deve se cadastrar?
AB: Todos os trabalhadores rurais devem procurar o Sindicato para efetuar o cadastro.

FS: Qual a idade mínima para cadastrar?
AB: 16 anos.

FS: Quais os documentos necessários para a efetivação do cadastro?
AB: Os documentos pessoais como a Identidade e o CPF além do documento de propriedade do terreno. Se não for proprietário de terras, um contrato de comodato.

FS: Pessoas de outros estados podem fazer o cadastro aqui na Bahia?
AB: Não. Todos os trabalhadores devem fazer seu cadastro no estado onde mora.

FS: É preciso pagar para fazer o cadastro?
AB: Não, o cadastro é gratuito.

FS: É necessário ser filiado ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sebastião Laranjeiras?
AB: Sim. Caso o trabalhador não for filiado, na mesma hora é providenciada a filiação e há o pagamento da mensalidade de R$ 5,00.

FS: Quando vai começar o cadastro?
AB: Estamos aguardando a autorização da Previdência Social para isso, mas já está tudo preparado.

Para melhores informações, procure o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sebastião Laranjeiras que é situado na Rua Joaquim Palestina, 160 – Bairro Santo Antônio – Sebastião Laranjeiras – BA
Telefone: (77) 3668-2004.

13 de abril de 2010

Entrevista do mês (Março / 2010)



Mais um ano se passando e nosso amor por esse município fica cada vez maior. Pensando em uma forma de prestar uma homenagem a Sebastião Laranjeiras é que decidimos conversar com várias pessoas de várias áreas que fazem essa locomotiva rodar, ao invés de uma entrevista única como de costume fazemos aqui, decidimos que nesta edição conversaríamos com várias pessoas de diferentes locais no município e que no dia-a-dia trabalham para o nosso desenvolvimento. Além de ser uma homenagem à Sebastião Laranjeiras, é também para essas pessoas que amam esse município. Fizemos as mesmas perguntas a todos com quem conversamos: Nome? Idade? Onde mora? Há quanto tempo mora em Sebastião Laranjeiras? Onde trabalha ou profissão? Em sua opinião, quais os pontos positivos e os negativos? E o resultado foi esse:

Luis Araujo, 56 anos, nascido em Guanambi (BA), mora em Sebastião Laranjeiras há 21 anos e é o proprietário da Padaria Pão Kent, em sua opinião, os pontos positivos são o clima bom, a água boa e o lugar tranqüilo e o Ponto negativo a falta de estradas adequadas.

Ney Cassio Rocha Macedo, 24 anos, Nascido em Sebastião Laranjeiras (BA), proprietário da Sebcampo, empresa do ramo agropecuário, em sua opinião os pontos positivos são: Um lindo ponto turístico (lajedo); Uma cidade de pessoas acolhedoras e muito tranqüila pra se viver e o ponto negativo, no seu modo de ver, pode nem ser um ponto negativo, pois talvez traga grandes investidores na área da agricultura e pecuária, mas a grande extensão do nosso município acaba dificultando a sua administração, pois as verbas que vêm para cá não contam com sua extensão e sim sua população e por esse motivo a gente vê as cidades circunvizinhas em constante crescimento e desenvolvimento e aqui nem tanto.

Luciana dos Santos Cruz, 35 anos, nascida em Candiba (BA) e mora no Povoado Mato Grosso há 25 anos, é auxiliar de enfermagem no posto de saúde do povoado do Mato Grosso, em sua opinião, um ponto positivo de nosso município é a distribuição gratuita de remédios nos postos e PSF's devidamente autorizado com receita médica e que ajuda a muitas pessoas carentes de nosso povoado, no caso e o ponto negativo é a falta de um colégio adequado e também do calçamento das ruas do referido povoado e dos outros.

Jandiney de Freitas, 31 anos, nasceu e sempre morou em mamonas, atualmente é Conselheiro Tutelar, em sua opinião, os pontos positivos de Mandiroba, como um todo são: O povo acolhedor, amizade, a água, dentre outros aspectos e o ponto negativo é a pouca oportunidade de trabalho.

Maria Aparecida Soares Ferreira, 36 anos, nasceu em Urandi (BA) e mora no Núcleo III há 20 anos, é a proprietária do Bar e Restaurante Santo Expedito, em sua opinião, um grande ponto positivo do nosso município é o Projeto Estreito, que contribui muito com o nosso desenvolvimento e o ponto negativo é a falta de mais investimento em estradas, o que dificulta muito para todos.

Luciana Aparecida Arcanjo, 23 anos, nascida em Espinosa (MG) e mora no Núcleo III há treze anos, é auxiliar do consultório odontológico do PSF do Núcleo III, em sua opinião, houve muitas melhoras desde quando passou a morar aqui, principalmente em saúde e educação e os pontos negativos é a falta de compreensão de algumas pessoas e também que essas áreas onde houve melhora têm de haver melhora constante, sem parar no tempo.

Sandra de Souza, 28 anos, nascida em Piranhas e morou sempre lá, É secretária da Paróquia e professora, em seu ponto de vista, um ponto positivo de nosso município é a educação onde ela percebe melhores mudanças por trabalhar na área e o povoado de Piranhas em si que cresce e se desenvolve a cada ano e o ponto negativo é a necessidade de melhoria na saúde com melhor organização.

Claudia Teles, 23 anos, nascida em Espinosa (MG) e mora em Sebastião Laranjeiras há um ano, trabalha na casa lotérica. Em sua opinião, um dos pontos positivos de nosso município é a cordialidade do povo sebastianense e a tranqüilidade em relação à violência e o ponto negativo é a falta de oportunidade de empregos, o município necessita de novos postos de trabalho e mais investimento.

Foi exposto o ponto de vista de algumas pessoas moradoras de Sebastião Laranjeiras de várias regiões escolhidas aleatoriamente e acreditamos que os pontos positivos apontados e os negativos refletem a opinião de muitas outras pessoas que não foram entrevistadas. Saber os pontos positivos é bom para sempre manter a qualidade e melhorar ainda mais naquilo onde somos bons e os negativos é melhor ainda saber para corrigi-los, pois quem quer manter algo de ruim, principalmente se for evitável?
Gostaríamos de ter conversado com mais pessoas mas infelizmente este espaço foi pouco.
Nossos agradecimentos a todos que aceitaram falar com a Folha Sebastianense.

19 de março de 2010

Entrevista do mês (Fevereiro / 2010)

Quem você gostaria de ver aqui? 
Faça sua sugestão!
No comentário ou por e-mail você pode nos contactar.
A educação deve ser uma das principais pilastras para uma sociedade que almeja desenvolvimento e o ano letivo em Sebastião Laranjeiras começou no último dia 1° de março e com algumas mudanças. Atendendo a uma lei, a Secretaria Municipal de Educação entregou ao Estado o Ensino Médio, ficando responsável pelo ensino Primário e Fundamental. Para obtermos mais informações, procuramos o Secretário de Educação, Sr. Joselito Pinto Silva, 51 anos, para esclarecer algumas dúvidas e saber mais dessa área tão importante.

FOLHA SEBASTIANENSE: Quais as principais mudanças na rede de ensino?
JOSELITO PINTO SILVA: Foi feito um redirecionamento da rede em 2009 e a partir de 2010 o município de Sebastião Laranjeiras atuará na educação infantil e fundamental e o estado com o ensino médio.

FS: E para essa mudança, o que foi feito?
JOSELITO: Houve a transferência dos alunos que estudavam o ensino médio nas escolas municipais para o colégio estadual D. Pedro I e os alunos que estudavam o ensino fundamental no D. Pedro foram transferidos para escolas municipais. Todos os alunos do ensino médio estudarão no Colégio D. Pedro I e nas escolas municipais serão atendidos os alunos até a oitava série.

FS: Em relação ao transporte, os alunos da rede municipal terão transporte e os alunos da rede estadual também terão transporte da zona rural até a escola?
JOSELITO: Terão e o transporte escolar é mantido pelo município, inclusive para os alunos da rede estadual, pois a prefeitura participa do PETE/BA (Programa Estadual de Transporte Escolar) que é um programa do governo estadual que repassa ao município recursos para o transporte de alunos da zona rural que estudam na rede estadual de ensino.



FS: Há algum novo projeto para esse ano que visa a melhoria da qualidade da educação de nosso município?
JOSELITO: Nesse ano, através do Ministério da Educação - MEC que tem o projeto PROINFO (Programa Nacional de Informática na Educação) várias escolas de nosso município estão ganhando um laboratório de informática, entre elas:
E. M. Prisco Viana do Nucleo III, E. M. Manoel da Nóbrega em Piranhas, E. M. Orlando Fernandes Laranjeiras e Desembargador Dom Sebastião Laranjeiras em Mandiroba, E. M. D. João VI em Fazenda Nova, E. M. Maria Quitéria em Janaina, E. M. Rui Barbosa em Lagoa do Buqueirão, E. M. Otavio Mangabeira em Mato Grosso, E. M. Herminio Monção em Tabúa, E. M. João Farias Cotrim em ENSA. 

NOTA: A secretaria municipal de educação atende em novo endereço:
Rua Vereador Joaquim de Carvalho Pinto, S/N (Antiga escola Professora Gildete Alcântara Rocha)


Feliz volta às aulas!


As aulas estão de volta e, com elas, o retorno de muitos sonhos. 
Os professores esperam turmas bem comportadas, entusiasmadas com a proposta didática apresentada. Os alunos, por sua vez, sonham com bons “mestres” e com aulas que os reportem a um mundo até então desconhecido: o mundo do conhecimento e do saber. 
Todos, porém, compartilham da esperança de que todas essas descobertas sejam acrescidas do poder transformador para que possam transpor a sala de aula, gerando sabedoria e ainda mais qualidade de vida. 
Esse ano, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, as escolas de nosso município desenvolverão no decorrer do ano letivo o projeto Saúde na Escola, abordando temáticas como: higiene mental e corporal, nutrição, álcool e drogas, sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis, limpeza ambiental dentre outros, visto que um povo bem informado cuidará melhor de sua saúde. 
Por isso, ao iniciar mais um ano letivo, reflitam sobre o papel que cada cidadão tem na educação de nosso município, seja a família, professor, comunidade escolar, sociedade civil ou poder público. Tudo para que, juntos, possamos encontrar formas de realizar os sonhos trazidos pelos alunos e conseqüentemente atender aos anseios de nossa sociedade. 
Desta forma, no retorno às aulas, incentive os sonhos de todos para o real, fazendo do mundo educacional um ambiente de novas descobertas, novas conquistas. 
Um mundo onde o princípio norteador do saber aponte para o conhecimento e para a felicidade. Contem conosco da Folha Sebastianense em mais essa caminhada, e feliz volta às aulas! 


Raylse Souza

10 de fevereiro de 2010

Entrevista do Mês (Janeiro / 2010)



Fevereiro é o mês do carnaval e o carnaval brasileiro é famoso em todo o mundo. E essa festa popular tão famosa é diferente em todo o Brasil, como por exemplo no sudeste onde o destaque são as escolas de samba, no Nordeste e em especial na Bahia, o carnaval é tocado por trios elétricos. Como estamos na Bahia que não precisa de motivo para fazer festa, mas já que é carnaval, procuramos o Edinaldo dos Santos, conhecido como Mamá, diretor de cultura, esportes e lazer e quem organiza nossos principais eventos para saber quais são os planos para esse ano.

FOLHA SEBASTIANENSE: Como será o carnaval 2010 em Sebastião Laranjeiras?
MAMÁ: Serão quatro noites de animação e alegria, de 13 a 16 de fevereiro com muitas atrações, na praça.

FS: Quem são os artistas convidados?
MAMÁ: Kebra Kadeira do arrocha, Zito Monção, Halisson e Gera, Camisa de Prata e Banda o Eco.

FS: As pessoas pagarão ingresso?
MAMÁ: Não, os eventos serão realizados na praça e todos os sebastianenses estão convidados a participar e pular muito com a gente.

14 de janeiro de 2010

Entrevista do Mês (Dezembro / 2009)



Pe. Zé Maria, Dona Morena, Arnaldo e Sr. Chico de Josias


Sebastião Laranjeiras tem seu nome em homenagem a um bispo nascido no Distrito de Mandiroba por nome de Sebastião Dias Laranjeira que, conforme citamos, foi bispo, mas no Rio Grande do Sul, lutou contra a escravidão e faleceu noventa dias depois da Lei Áurea.  E, nesta terra, berço de um bispo e depois de um padre, eis que um raio caiu no mesmo lugar, incrivelmente na mesma família, trata-se de Arnaldo Josias da Silva, natural dos Campos.


FOLHA SEBASTIANENSE: Quem é o Arnaldo?
ARNALDO: Sou filho de Francisco Josias, o “Chico de Josias” e Francisca Caçula, a Dona “Morena”. Nasci em 1981 nos Campos e hoje moro em Belo Horizonte onde faço seminário para formação para ser padre onde cursei filosofia e estou na metade do curso de teologia.


FS: Como você percebeu sua vocação para a “batina”?
ARNALDO: Quando era criança tinha imaginações de celebrações e em 1999 resolvi fazer um vocacional em Caetité e daí me decidi.


FS: Moramos em um país que tem muitos católicos, mas para quem não conhece, quais as funções de um padre?
ARNALDO: Uma das funções é a celebração da eucaristia (missa) e também os outros sacramentos, exceto o de ordem (A ordenação, para ser padre, só é feita por Bispos). Pode ser um pregador, missionário e no caso de um marista, como eu, professor.


FS: Quem são os Maristas?
ARNALDO: Marista vem do nome de Maria. É uma congregação católica como os franciscanos e os Diocesanos, fundada na França em 1817 e aprovado pelo Papa Gregório XVI em 1836 e chegou ao Brasil em 1981 e é inspirada na mãe de Jesus.


FS: Quais os passos para se tornar um padre?
ARNALDO: Fazer acompanhamento vocacional e depois de analisado por dois padres entra para o seminário, estuda filosofia e teologia, faz diaconato e presbiterado. Se for religioso, também faz no período de formação um noviciado e depois os votos perpétuos.


FS: Qual a emoção de fazer seus votos perpétuos na sua cidade natal?
ARNALDO: Ainda mais que cidade natal e sim na comunidade natal, busquei coincidir essa data com a festa que tem todos os anos para ser aqui mesmo. Para mim foi muito emocionante por ser daqui e muito gratificante.


FS: Qual sua mensagem para todos os Sebastianses?
ARNALDO: Dentre muitas, a principal é que não percam a fé em Deus com as decepções e dificuldades. Continuem perseverantes, pois podemos fazer um mundo melhor sendo melhores cristãos.

12 de dezembro de 2009

Entrevista do Mês (Novembro / 2009)

Neste mês de Novembro, nosso maior enfoque foi a saúde, pois se trata de uma área essencial à nossa vida e nas próximas edições procuraremos trazer mais informações sobre algumas doenças e principalmente como preveni-las. Para responder algumas queixas dos nossos leitores, procuramos e fomos muito bem atendidos pela Secretária de Saúde do nosso município, a Ana Maria Porto Lima da Silva, 26 anos, que assumiu a pasta em agosto de 2009.

FOLHA SEBASTIANENSE: Como anda a saúde de Sebastião Laranjeiras?
ANA MARIA: No meu ponto de vista está bem com algumas dificuldades como contratação de médicos, mas no geral, estamos trabalhando bem. Procuramos atender a todos com cordialidade, todos da área da saúde são bem elogiados quanto ao atendimento e essa é a orientação para todos.

FS: Quando vai ter médico no PSF do Núcleo Habitacional III?
ANA MARIA: A Fundação Estatal realizará um concurso para médico e dentista no mês de janeiro (2010) e a previsão é que em março já tenha profissionais atendendo no PSF.

FS: Não tem possibilidade ou planos de ter médicos ginecologistas atendendo no município?
ANA MARIA: A prefeita tem planos sim para atendimento ginecológico e pediátrico no nosso município.

FS: Como funciona a mecânica de envios de casos de média e alta complexidade que não são atendidos na nossa rede de saúde?
ANA MARIA: O nosso município tem uma cota para atendimentos em Guanambi que é de acordo com a população. Muitas pessoas não entendem e talvez por falta de informação pensam que somos nós que temos má vontade mas essas consultam necessitam ser marcadas mas sempre que possível e dependendo da gravidade da situação, a nossa prefeita consegue que se faça atendimentos a mais que a cota.

FS: Há planos para construção de um PSF no Povoado de Piranhas?
ANA MARIA: Primeiramente, é preciso que se regularize os já existentes pois, as propriedades não são da prefeitura, são alugados e em Piranhas tem um posto que passou por reforma recentemente e é muito bom e com médico e enfermeiro atendendo, mas há sim sempre planos para melhorar as condições de atendimento e de trabalho.

FS: E no Hospital Municipal Walter Leão Rocha que não possui gerador de energia, e em caso de queda da energia?
ANA MARIA: Já estão sendo providenciadas lâmpadas de emergência que suprirão eventual queda de energia.

FS: Como é o desafio de ser a Secretária de Saúde?
ANA MARIA: É difícil mas gratificante. É uma área importante pois ninguém tem hora para adoecer e quando isso acontece nosso atendimento deve ser o mais correto. Mas eu gosto do município evoluindo e colaboro com meu trabalho. Muitos reclamam que viajo muito, mas é necessário para participar de reuniões e aprender mais e nessas horas percebo o quanto é importante o nosso serviço.




8 de novembro de 2009

Entrevista do Mês (Outubro / 2009)

No dia 10 de outubro, foi realizado o II festival de Musica de Mato Grosso e como nascemos com o objetivo de resgatar a história e assim registrando para a posteridade, procuramos o Sr. Lourivaldo Nogueira Silva, o VAVÁ, 57 anos, para saber dele sobre o primeiro sendo que ele foi um dos organizadores do primeiro festival realizado em nossa cidade.

FOLHA SEBASTIANENSE: Quando foi realizado o I Festival de Musica?
VAVÁ: Em 23 de novembro de 1986.

FS: Quantos participantes se inscreveram?
VAVÁ: Foram 09 duplas ao todo, sendo de Sebastião Laranjeira, as duplas: Zé Nogueira e Nogueirinha, Rio Manso e Cajueiro, Papagaio e Piriquito, Casa Grande e Sobradinho e Ferreira e Ferreirinha. De Espinosa (MG) vieram Castanho e Castelo, Gino e Gileno, Imitante e Imitador e Elói e Mineirinho.

FS: Quem foram os ganhadores?
VAVÁ: Em primeiro lugar, Zé Nogueira e Nogueirinha, em segundo, Elói e Mineirinho e em terceiro ficou Casa Grande e Sobradinho.

FS: Quais os prêmios ofertados?
VAVÁ: Um violão e uma coleção de discos.

FS: Por que não houve mais festivais e se esperou 23 anos para a realização do segundo?
VAVÁ: Por falta de apoio e participantes para cantar.



Foto do I Festival de Musica do Mato Grosso realizado em 1986.

10 de outubro de 2009

Entrevista do Mês (Setembro / 2009)



Ela se chama Luciana Leão Muniz, 38 anos e no último dia 01 de janeiro assumiu a prefeitura municipal de Sebastião Laranjeiras tornando-se, pela ordem cronológica, a 12ª prefeita devido nas eleições de outubro de 2008 ter recebido 2.636 votos, ou seja, 52,61 % do total tornando-se a primeira mulher a assumir esse tão importante cargo e em meio a seu árduo trabalho, recebeu gentilmente a FOLHA SEBASTIANENSE em seu gabinete para essa entrevista exclusiva.



FOLHA SEBASTIANENSE: Quais os maiores desafios encontrados pela Prefeita após a posse?

DRª LUCIANA: Saúde: Encontrar médicos para atender em nosso município. Dos 03 PSF's somente um dispunha de profissional médico, hoje os três têm médicos atendendo.

Educação: As escolas necessitando de reformas com urgência e cadeiras escolares.

Estradas: Quase todas necessitando de recuperação.



FS: Após a posse, as expectativas da senhora em relação aos desafios se confirmaram?

DRª LUCIANA: Sim, muitos se confirmaram. Administrar um município com uma extensão territorial tão grande não é fácil, mas quando a gente tem uma boa equipe e todos com o mesmo objetivo se torna mais fácil administrar ou tentar resolver os problemas de um município que é a terra da gente, terra onde nascemos e crescemos e desejamos ver uma cidade bonita, desenvolvida e bem melhor para se viver, com qualidade de vida para nosso povo.



FS: Qual a avaliação da prefeita de seus nove primeiros meses de mandato?

DRª LUCIANA: Apesar das dificuldades que enfrentamos nesse ano de 2009 como a crise mundial que assolou o nosso país e conseqüentemente o nosso município porque um município pequeno como o nosso é que mais sofre pois sobrevive somente da receita federal e estadual, não tem arrecadação própria. Estamos fazendo o máximo para o nosso povo, dentre muitas realizações, posso citar:



– Reforma do Centro Educacional Sebastião Laranjeiras;

– Reforma do Colégio do Núcleo III;

– Reforma da escola do Mato Grosso;

– Reforma da escola da Barra da Lagoa do Buqueirão;

– Reforma da escola do Assentamento São Lourenço;

– Reforma da Delegacia;

– Aquisição de 1000 carteiras escolares;

– Reforma geral de 02 ambulâncias;

– Reforma do carro do gabinete;

– Reforma da pá mecânica;

– Reforma da patrol;

– Recuperação com encascalhamento das estradas de nosso município;

– Aquisição de vários computadores e muito mais.



FS:Quais as expectativas e planos da prefeita para 2010?

DRª LUCIANA: Conseguimos retirar a inadimplência do nosso município que há 16 anos vem causando prejuízo em relação ao desenvolvimento porque não podia receber nenhum convênio na área federal. Em 2010 esperamos que o nosso país saia da crise e possamos receber vários convênios que já estamos buscando para ver o nosso município mais desenvolvido como, por exemplo: Calçamento em várias localidades, construção de PSF's, mais escolas, quadras poliesportivas e muito mais.



FS: A prefeita já teve oportunidade de se reunir com o governador da Bahia?

DRª LUCIANA: Sim, estivemos com ele solicitando conserto da estrada que liga Sebastião Laranjeiras a Palmas de Monte Alto, fomos muito bem recebidos e estamos confiantes em relação ao governador Jacques Wagner e certos que ele olhará para nós.



FS: Qual a mensagem da prefeita para os seus munícipes?
DRª LUCIANA: Nesses nove meses que se passaram não foi fácil, mas a vontade de fazer e atender bem o nosso povo é muito grande, por isso, tenho certeza que iremos realizar todos os nossos sonhos em relação ao desenvolvimento do nosso município para que possamos ver o nosso povo com mais lazer, educação, saúde, qualidade de vida e cada vez mais orgulhosos de serem filhos de Sebastião Laranjeiras.










16 de setembro de 2009

Entrevista do Mês (Agosto / 2009)


Dely Vieira dos Santos


Com o objetivo de resgatarmos a história da nossa cidade é que vamos procurar o máximo de pessoas que participaram da emancipação e criação do município e a primeira delas é o Sr. Dely Vieira dos Santos que na época da emancipação, era vereador da câmara municipal de Palmas de Monte Alto e representava a região que depois se tornaria a cidade de Sebastião Laranjeiras.

Folha Sebastianense: De quem partiu a iniciativa da criação do município?
Dely Vieira dos Santos: A iniciativa partiu de Sebastião Rocha, Vavá Lima, Lionel e eu.

FS: Quais foram os primeiros passos?
DV: O primeiro passo foi procurar informação para saber se era possível e na época tinha o período de emancipação. Procuramos um padre que era muito amigo nosso e ele nos garantiu ser sim possível depois, procuramos o senhor Milton Laranjeiras, prefeito na época de Palmas de Monte Alto e que nos deu todo o apoio.

FS: Depois das informações, quais os passos seguintes?
DV: Depois o Nonuta (Sebastião Rocha Filho que viria a ser o primeiro prefeito do novo município) se prontificou a fazer as viagens necessárias e os custos ficou por conta de Vavá Lima, Lionel e eu que juntamos o equivalente a trinta milhões (Na Época). Lá ele conheceu o então candidato a Deputado, o Senhor Nicolau Suerdick que fez todos os trâmites. Foram necessárias três viagens e para os encargos da ultima viagem já se procurou as pessoas que seriam os primeiros sebastianenses a patrocinarem também e não deixar tudo às nossas custas. Ele precisou ainda fazer mais uma viagem e os custos dessa ultima viagem já foi por conta do novo município ou seja, a primeira dívida havia sido contraída mas na volta já foi festa e ele dizia: “Buqueirão está emancipado! Agora somos um município”.

FS: Isso foi em 1963. Na época, o senhor fazia uma projeção e imaginava que quase cinqüenta anos depois estaríamos da forma que estamos ou estaríamos melhor ou pior?
DV: Claro que sempre queremos o melhor e foi isso que aconteceu. Na época, no Buqueirão, as casas eram cobertas de palha, se pegasse fogo em uma delas todas se queimariam. Hoje, apesar de sermos um município pequeno, é um ótimo lugar para agricultura, um dos melhores municípios do sudoeste baiano para esse fim. O problema é que tem poucas pessoas, é pouco habitado e as distâncias são grandes. Poderia estar melhor mas, em se comparando com a época melhorou muito.

FS: Sebastião Laranjeiras está prestes a completar cinqüenta anos, qual sua projeção para quando ela estiver com cem anos?
DV: A gente sempre espera o melhor, acredito que na época terão melhores estradas para escoar a produção, sem estrada nada vai e nada vem e acredito que estará melhor do que a Espinosa atual.

FS: Como era a vida na época?
DV: Na época, a melhor feira era aqui no Mato grosso, vinha gente de todos os lugares para cá e era no domingo. Naquele tempo não tinha as lojas que tem hoje, eu fui o primeiro comerciante a abrir uma loja lá. Não tinha farmácia e eu que vendia comprimidos básicos para dor de cabeça, aspirina e até penicilina.

FS: Vocês tiveram apoio da população na época? O que eles achavam?
DV: Na época a gente conversava com todo mundo e todos nos incentivavam, todos achavam uma ótima iniciativa. Nós andamos a cidade toda a cavalo juntamente com o senhor Sebastião Rocha e na época como eu era comerciante, conhecia muitas pessoas e muitos deles nos deram apoio e no dia da festa em comemoração à emancipação recebemos vários animais para fazermos um churrasco grande para todos da cidade. Na época não havia veículos e então fui em Espinosa fretar um caminhão para levar o máximo de pessoas para a festa e no dia da festa veio gente também de outros municípios como Palmas de Monte Alto, Urandi e até de Guanambi. Esse dia foi 07 de Abril de 1963. Tem que se lembrar também de Gildete Alcântara Rocha, a oradora da emancipação e a primeira professora formada no município e que ajudou muito também na emancipação.

FS: Na época, Palmas de Monte Alto não foi contra a emancipação? Afinal de contas o novo município tomou boa parte do território deles.
DV: Não, recebemos todo o apoio e nos ajudaram muito, Sr. Valdemar Moura que era o chefe político da região e foi juntamente com sua senhora os padrinhos do novo município, o Sr. Milton Laranjeiras que era o prefeito na época. Ajudaram não só com ações mas financeiramente também e até hoje as relações entre as duas cidades são muito amistosas.

FS: Na época vocês conheceram ou se sabe quem foi a primeira pessoa que nasceu no novo município?
DV: Não, na época era tudo muito difícil, as pessoas nasciam nas próprias casas e os registros eram feitos depois de muitos anos.
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